Café do Jacu e Tradição italiana ganham destaque em roteiro pelo Espírito Santo

Convidados do ESTour experimentam polenta produzida na Casa Nostra

PANROTAS / Guilherme Alcorta

Convidados do ESTour experimentam polenta produzida na Casa Nostra

ESPÍRITO SANTO – Integrando a agenda de experiências imersivas pelo Espírito Santo, o ESTour, que aconteceu na última semana, levou convidados do Sebrae, PANROTAS, Azul Viagens, Embratur e Turismo 360 para visitarem duas iniciativas de conservação ambiental: a Reserva Águia Branca e a Reserva Kaetés (incluir link noticia)

Após o contato com a natureza, o roteiro avançou para a dimensão cultural e histórica do destino. Na região de Pedreiras, a Fazenda Camocim se destaca como um dos principais cases de café especial no País, ao transformar uma área antes degradada e considerada imprópria para o cultivo em um sistema baseado em agrofloresta, produção orgânica e práticas biodinâmicas. Iniciado há cerca de 25 anos, o projeto dispensa insumos químicos e hoje vai além do café, reunindo também a produção de frutas, mel e outras culturas.

PANROTAS / Guilherme Alcorta

José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, Ana Paula Jacques, da Embratur, Ana Clévia, do Sebrae, Bruno Reis, da Embratur, Giulliana Mesquita, da Azul Viagens, Renata Vescovi, do Sebrae-ES, Fernanda Paranhos, da Azul Viagens, Marcela Pimenta, da Turismo 360, e Richard Alves, da Lab Turismo, na Fazenda Camocim

Um dos destaques da fazenda é o Café do Jacu, produto de alto valor agregado que surgiu de forma inusitada. Inicialmente vista como praga, a ave passou a ser parte do processo produtivo: ao consumir os frutos mais maduros e expelir os grãos, dá origem a um café raro, de produção limitada e com menor teor de cafeína. O produto ganhou espaço no mercado internacional e, atualmente, já tem presença crescente no Brasil.

Além da produção, a fazenda investe em experiências turísticas, como degustações guiadas que exploram diferentes perfis de café e harmonizações, reforçando o posicionamento no segmento de cafés especiais.

Herança italiana

Em Venda Nova do Imigrante, a Casa Nostra aposta na valorização da memória da imigração italiana como estratégia para fortalecer a identidade local e engajar a comunidade. A proposta vai além de uma exposição tradicional: o espaço combina acervos familiares, reconstruções arquitetônicas e atividades participativas para transformar a história em experiência.

PANROTAS / Guilherme Alcorta

Fernanda Paranhos, da Azul Viagens, e Bruno Reis, da Embratur, colocam a mão na massa

A experiência ganha força com a recriação de duas casas italianas, desmontadas e remontadas no local, que permitem ao público vivenciar ambientes como sala, quarto e cozinha, entendendo aspectos do cotidiano dos imigrantes. É nesse espaço que a proposta se torna mais interativa: visitantes participam do preparo de receitas tradicionais, como biscoitos e polenta, assumindo um papel ativo na narrativa.

A gastronomia é um dos pilares do projeto. Pratos típicos como a polenta e o socol aparecem como elementos de identidade e memória, conectados a tradições da região, como a Festa da Polenta, organizada por voluntários, e a Serenata Italiana, que percorre casas com música e vinho, reforçando os laços comunitários.

PANROTAS / Guilherme Alcorta

Casa Nostra também conta com exposição de itens históricos utilizados pelos italianos

A PANROTAS viajou a convite do ESTour.

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