Falha crítica no GitLab permite invasão de servidores

Nova falha crítica no GitLab permite invasão de servidores 

O GitLab liberou, nesta quarta-feira (21), uma rodada de atualizações de segurança para corrigir uma falha de gravidade máxima no sistema. O problema possibilita que invasores sem nenhum tipo de acesso prévio executem comandos maliciosos diretamente nos servidores afetados.

A vulnerabilidade recebeu o identificador CVE-2026-110264 e foi descoberta por um pesquisador de segurança identificado como “joaxcar” por meio do programa de recompenças HackerOne. A falha ocorre devido a uma falha lógica no processamento de regras de texto usadas pelo sistema para ler configurações internas.

Nova falha crítica no GitLab permite invasão de servidores 

Em comunicado oficial divulgado em portal de documentação, a empresa destacou: “A GitLab remediou um problema que, sob certas condições, poderia ter permitido que um usuário não autenticado executasse código arbitrário no servidor GitLab devido a um estouro de inteiro ao compilar uma expressão regular especialmente elaborada”.

A companhia disponibilizou correções nas versões CE e EE 19.5.1, 19.4.3, 19.3.6, 19.2.9, 19.1.9, 19.0.10 e 18.11.13. Os responsáveis pelo serviço orientam que todos os administradores apliquem a atualização com urgência para proteger os ambientes corporativos.

Histórico recente de vulnerabilidades e alertas

O incidente ocorre semanas após a descoberta de outra falha crítica na plataforma. Dez dias antes do novo aviso, a empresa alertou clientes sobre uma vulnerabilidade de execução remota de código na ferramenta de automação de tarefas, também reportada pelo pesquisador “joaxcar” e registrada como CVE-2026-97229.

Instâncias do GitLab CE expostas à Internet Foto: Reprodução/Shadowserver

Em setembro, os desenvolvedores consertaram a falha CVE-2026-85706, que permitia a leitura não autorizada de dados sensíveis, como credenciais de acesso, em servidores afetados. O caso levou a Agência de Cibersegurança e Infraestrutura dos Estados Unidos (Cisa, na sigla em inglês) a incluir a brecha no catálogo de explorações conhecidas, determinando prazos rígidos para a mitigação em órgãos federais.

Esta vulnerabilidade é um vetor de ataque frequente para atores cibernéticos maliciosos e representa riscos significativos para o setor federal

Cisa

Dados de monitoramento digital da organização Shadowserver indicam que mais de 2.700 instâncias da edição comunitária do software permanecem expostas diretamente na internet, o que amplia os riscos caso os administradores falhem em aplicar os pacotes corretivos disponibilizados pelo fabricante.

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